domingo, 16 de maio de 2010

Moça deita quando dia
marcada de tanta rua
reza a fé de quem morria
quente, ainda crua.

Quanto noite a moça ria
riso cego, mulher nua
pernas grossas são alforria
do outro, não a sua.

Sabe a moça nenhum gozo
pode deter seu trabalho
silencioso.

estar junto do espantalho
como quem ama o formoso
e vê o caralho.

8 comentários:

  1. Show, Daniel. Gostei bastante. Já tava demorando a postar poemas, ein.

    abçs

    ResponderExcluir
  2. Esse poema me lembra um certo amigo meu...

    ResponderExcluir
  3. Intenso.
    Me lembrou Dama da noite de Caio.

    "E sonho esse sonho que se estende em rua, em rua em rua em vão."(Lucia Villares)

    Abraços.

    ResponderExcluir
  4. Intenso... Gostei... Adoro esse tipo de leitura!!

    bj's

    ResponderExcluir
  5. resta saber se a foto é uma mulher ou um traveco.rs. Amei o texto, alias gosto de tudo que tem nesse blog. haha

    ResponderExcluir