
Quinta-feira assisti a uma mesa redonda com alguns poetas na UERJ. Foi um segundo lançamento, informal, da Revista Bliss. Dois participantes da mesa eram completamente desconhecidos para mim. E assim continuarão. Um terceiro é famoso e eu até simpatizo. E o quarto elemento é bem midiático, tem programa televisivo em canal cultural e já gravou minissérie pra Rede Globo. Foi o que mais me decepcionou. Já havia ouvido algumas indicações de livros dele, bem intensas, mas realmente nem curiosidade sobrou.
Não entendi. Foi a primeira vez que vi um poeta Indie. Espero que a última. Tiradas pseudo-sarcásticas, humor pobre, ar blasé asmático. Que tipo de poeta a pós-modernidade anda fabricando?
O poema publicado abaixo, Torto, foi vencedor do I Concurso de Poesia do Centro Acadêmico de Letras Carlos Drummond de Andrade, da UERJ. Ouvi de um dos professores da banca julgadora a seguinte frase: "Seu poema tem força poética. Gostei. A poesia anda tão chata hoje." Não acho que o meu poema tenha força poética. Nenhum deles, aliás. Me vejo como mais uma vítima da pós-modernidade. Um pseudo-poetinha. A minha vantagem é que, por aceitar a minha condição e não ter nenhuma pretensão de gravar minisséries globais, brinco. E é nessa brincadeira que eu me divirto.
Ah, se todos os pseudo-poetas se levassem muito menos a sério.
Eu sou viúva do Gullar, sim. Antes mesmo dele morrer.
Concordo! Já leu Angélica Freitas? Mais uma vítima da pós-modernidade.
ResponderExcluirAh, e eu sou viúva do Manuel Bandeira.
você é minha esperança, gabriel.
ResponderExcluirconcordo plenamente. poesia hoje virou pretensão comercial. mas há alguns poucos que ainda guardam a essência :)
ResponderExcluire eu sou viúva de oswald!
Tb quero ser viúva de alguém!
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